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Jesuton - a cantora de rua do Rio

Ela chega com o seu aplificadorzinho, um microfone e uma eventual estante para as letras. Abre uma caixinha rosa no chão e começa a cantar. Essa é uma cena muito comum lá fora e que tem se tornado mais e mais corriqueira aqui no País.

Mas falo especificamente de Jesuton, a mocinha britânica estilosa que protagoniza, no Largo da Carioca, o vídeo “ENcantando na rua.”. A performance de Wild Horses, dos Stones, há uma semana, tem rodado a internet e já contabiliza mais de 100.000 visualizações. Saudoso, o povo do Twitter tem chamado Jesuton de “uma nova Amy Winehouse”. Para mim, ela parece mais o encontro de Corinne Bailey Rae com Ayo.
Independente da nossa necessidade de classificar e categorizar, fato é que a garota tem uma senhora potência vocal e uma simpatia britânica de fazer inveja a qualquer brasileiro hospitaleiro.

Pra ver mais performances, clique aqui.
Para visitar a fanpage da cantora, aqui.

Há um tempo, recebo um hóspede peludo em casa. Um amigo pediu que cuidássemos do cão dele enquanto ele procura um novo apartamento para morar. Desde então, Antonio, o pug, me leva para passear uma ou duas vezes por dia.

A primeira vez que tive contato com essa raça que, reza a lenda da Wikipedia, tem origem na monarquia chinesa, foi no fotolog do Pixelman, o cara que ganhou notoriedade naquela que foi uma das primeiras redes sociais da internet ao postar desenhos vetorizados de celebridades. O Pixelman tinha [ou tem] um ou dois pugs.

E essa é uma raça muito engraçada de cão. Nesse tempo de convívio, começo a brincar que o pug é um cão-gato. Sim! Antonio é cheio de personalidade, vontades e caprichos. Não é daqueles cachorros que vão buscar algo só porque você jogou nem que vêm correndo, de onde estiverem, só porque você assobiou ou chamou por seu nome. É ele quem te chama! A partir das 8 horas da manhã, ele fica ao pé da cama observando atentamente. Ao menor sinal de despertar dos humanos, ele vai pra perto do seu rosto e te chama: é hora do café-da-manhã. Ou do passeio matinal.

Adora um banho de sol e acompanha a passagem do dia mudando de cômodo pra cômodo, conforme a incidência de luz pelas janelas. Se amarra num colo, num carinho e num nada-pra-fazer-o-dia-inteiro. Tem tara por morder queixos. Se não está dormindo ou se espreguiçando pela casa, está ao seus pés, ou à sua sombra, não interessa o que você esteja fazendo. Solta pêlos pra caramba, tem tendência ao ronco, ao mau hálito e à obesidade; se deixar, come o dia todo. Mas quem se importa? É só ele fazer aquela cara de coitadeza que qualquer coração se derrete.

Outro indício de felinidade desse cão engraçadinho é que ele mal late. E quando late é porque algo realmente está acontecendo - ou para acontecer. Mas mais curioso que isso é que, por praticamente não ter focinho, os pugs usam muito pouco a boca e fazem bastante uso das “mãos”! Chega a ser engraçado. Ele chama com as patas, arranhando. Ele pega/alcança coisas e traz pra perto de si, para então abocanhar. E quando se cansa de viver, apóia a cabeça no seu braço, na sua perna… tá sempre se escorando.

Carinhoso ao extremo.
Carente idem.
Esse pug é mesmo uma figura!

(via esperandoviraratouca)

"O Rio de Janeiro é aquela mulher que acorda linda"

- Pedrinho Fonseca

RISOTO DE GORGONZOLA E FRANGO MARINADO NO LIMÃO

Esse é bem fácil e gostoso. Fiz dia desses, pra testar. Foi sucesso de bilheteria! Repeti a dose ontem de noite, para uns amigos aqui em casa. A receita abaixo rende 5 porções.

ingredientes:
3 xícaras de arroz para risoto
200g de queijo gorgonzola
1 limão
2 filés de peito de frango 
1/2 cebola picada
1 dente de alho picado 
Sálvia
Azeite
Sal 

Vamo lá!
Parta em pedaços a peça de 200g de queijo gorgonzola e separe.
Pegue o filé de frango em iscas ou cubinhos, coloque num recipiente com um limão espremido, misture bem e deixe marinar. Enquanto isso, prepare o caldo do risoto em uma panela [funda] e prepare outra panela [uma frigideira grande e funda] em que o risoto será preparado.

Na panela do caldo, refogue no azeite e sal uma colher de sopa de cebola picada e meia colher de alho picado. Depois encha a panela de água e deixe ferver. Se preferir, pode esfarelar um cubo de “caldo de legumes” na água.

Na outra panela, refogue a mesma quantidade de cebola e alho. Depois de refogado, coloque três xícaras de arroz para risoto na panela, mexa e deixe fritar um pouco.
Quando o caldo estiver quase atingindo a fervura, pegue uma concha dele e coloque na panela do risoto. Tcccch! Quando secar, repita o processo e vá mexendo.

Na metade do cozimento do arroz, comece a colocar os pedaços do queijo e vá mexendo e acrescentando o caldo quando necessário. Siga o processo de acrescentar o caldo na panela do arroz até ele atingir o ponto que você deseja - há quem prefira mais cremoso, há quem prefira mais seco.
Quando pronto, reserve.

Pegue uma frigideira menor, acrescente um fio de azeite e deixe esquentar. 
Escorra na pia boa parte do limão do recipiente onde está o frango, tempere com cebola picada e sálvia. Leve à panela e cozinhe como de costume. 

Depois, e só montar os pratos. 
Sirva o risoto em pratos fundos. Jogue os cubos ou iscas de frango por cima e mande ver! Para acompanhar, um vinho branco suave ou um bom rosé são boas pedidas.

Se tiver inspirado e quiser servir uma entradinha marota, pique alface americada em tiras e tomates vermelhos em cubos. Jogue em tigelas, tempere com sal e pimenta do reino e misture bem com as mãos. Salpique queijo ralado fresco e croutons.
Sirva com suco ou refrigerante. 

Facim, facim, diz aí? ;) 

"

[…] Segundo a pesquisa da Universidade de Western Illinois (EUA), discutida pelo periódico britânico, “um senso de merecimento de respeito, desejo de manipulação e de tirar vantagens dos outros” marca esses bebês grandes do mundo contemporâneo, que assumem que seus vômitos são significativos o bastante para serem postados no “Face”.

A pesquisa envolveu 294 estudantes da universidade em questão, entre 18 e 65 anos, e seus hábitos no “Face”. Além do senso de merecimento e desejo de manipulação mencionados acima, são traços “tóxicos” (como diz o artigo) da personalidade narcísica com muitos amigos no “Face” a obsessão com a autoimagem, amizades superficiais, respostas especialmente agressivas a supostas críticas feitas a ela, vidas guiadas por concepções altamente subjetivas de mundo, vaidade doentia, senso de superioridade moral e tendências exibicionistas grandiosas. […]

"

- Pondé para Folha

"Repara que o outono é mais a estação da alma do que da natureza"

- Friedrich Nietzsche

Outono

(via prepitude)

Spago, ma che!

Poucas semanas após sua inauguração, fomos conhecer o Spago, restaurante irmão do já-muito-bem-conhecido-e-adorado Zena Caffé [Zena é o apelido carinhoso que os italianos dão à sua cidade de Gênova]. 

O local, a ambientação e a proposta são ótimos. De portas abertas no Itaim Bibi [São Paulo], para almoço e jantar, o restaurante propõe-se a ser um especialista italiano com ares americanos em espaguete - a mais clássica das pastas italianas. E no cardápio, encontram-se diversão opções dessa massa. A carro-chefe é o spago meatball. No dia, provei esse, que estava excelente. A decepção aconteceu quando serviram o sago alfredo [foto], meu molho favorito. Infelizmente, ele estava pesado e com o sabor comprometido. Uma massa tão simples e um molho tão tradicional…
Diz-se por aí que clientes de restaurantes que têm chefs que ficam mais no salão do que na cozinha acabam prejudicados. 

Mas o mais interessante do Spago foram as entradas e a carta de vinhos, que ia de um  R$ 20 a garrafa às mais caras opções. Democracia de preços é sempre um sinal de simpatia.

[Spago - www.spago.com.br

"As marcas precisam perder a autorreverência. O problema é que publicitário sanitiza tudo. E, às vezes, a tosqueira é parte do sucesso"

- REX, Fabio

Um bolo para tia Pureza

Tenho uma tia avó muito peculiar. A começar pelo nome: Pureza.
No meu imaginário infantil, tia Pureza existia para fazer bolos. Quando eu tinha lá meus 7 ou 8 anos e ia passar férias de verão na casa da minha avó, lá estava tia Pureza e sua pontualidade vespertina em iniciar os trabalhos açucarados na cozinha. Minha avó, uma mulher ativa que enviuvou-se cedo, trouxe os irmãos para morar consigo desde então. Tia Pureza nunca se casou… escolheu dedicar-se a cuidar da mãe, bisa Luíza, a qual se decidiu por deitar numa cama e dela nunca mais sair, após a morte do biso Nestor - escolheu morrer de amor.

Sendo assim, para mim, Tia Pureza existia para ser e também para fazer bolos. E só.
E não eram bolos elaborados ou trabalhoso. Eram aqueles bolos corriqueiros de casa de vó, geralmente brancos, feitos para se comer no café da tarde ou após a sopa da noite.

* * *

[dê play aqui na trilha sonora sugerida por Alessandra de Carvalho]

Hoje de tarde, resolvi aproveitar o tempo livre extra para estrear a batedeira que foi presente, há uns meses. Mistura para bolo pronta, instruções no saquinho soando facilidade, três ovos inteiros, um pouco de leite e manteiga.

Colocar tudo isso para rodar foi até divertido. E fácil. Depois, foi a hora de untar a fôrma e nela despejar toda a massa.

O forno já estava pré-aquecido aos seus 180 graus. Meti a fôrma cheia lá, selecionei 30 minutos no timer e fui ler. Aos 20 e poucos, o cheiro já tomava conta da casa… como naquelas tardes, na casa da vovó, em que eu ficava à beira da mesa, só esperando minha hora de lamber os dedos com o resto da massa que tia Pureza batia à mão.
O cheiro era aquele. Já a cara…

Quando ascendi a luz do forno e vi que o bolo só não tinha entrado em erupção por misericórdia divina, soltei uma gargalhada mental cheia de memórias. E foi aí que decidi dedicar a tia Pureza o primeiro bolo que não fiz.

Para a próxima tentativa, já aprendi que não se deve encher a fôrma com a massa, já que ela precisará de espaço para ‘crescer’ :P